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February 06

Roberto será titular na estréia no Sul-Americano sub-20


Ficha atualizada em 22.07.2007

Detalhes.

Nome completo Roberto Andrade Silva
Data de nascimento 24.04.1988
  em Tucano [BA]
Altura 176
Peso 74
Clube atual Atlético Paranaense [PR]
Posição Volante
copyright Foto © Furacao.com

Partenaires

Roberto Andrade Silva nasceu em Tucano, Bahia, a 24 de abril de 1988 e tem 1,76m. Ele chegou no Atlético no início do ano passado, depois de ter se destacado no Guarani, de São Paulo. O jogador começou a carreira na Portuguesa de Desportos, mas se transferiu para o Guarani em 2003. No mesmo ano, foi convocado para a Seleção Brasileira Sub-14. Nos dois anos seguintes, disputou vários jogos pela Seleção Brasileira Sub-17, chegando a ser inclusive capitão da equipe. Em 2005, Roberto foi campeão sul-americano sub-17 e vice-campeão mundial da categoria.

Ano passado, Roberto foi destaque no time de Juvenil do Atlético, na disputa da Copa Chivas, no México. Depois, subiu para o time de Juniores, sendo destaque do time nas competições que disputou no ano, ajudando o Atlético a ser campeão da Copa Saprissa, na Costa Rica, da Copa BH de Juniores e tricampeão Paranaense Sub-20. Além das conquistas pelo Atlético, Roberto foi convocado diversas vezes para a Seleção Brasileira Sub-20, nos preparativos da equipe de Nelson Rodrigus para o Sul-Americano da categoria. O volante tem contrato com o Atlético até 2009.Os torcedores atleticanos que assistirem à estréia da Seleção Brasileira Sub-20 no Sul-Americano da categoria neste domingo deverão dar uma atenção especial ao camisa número 5 do Brasil. Trata-se do volante Roberto, do Atlético, único jogador de equipe paranaense a disputar a competição. Este ano, o Sul-Americano será ainda mais importante do que as habituais, já que os dois primeiros colocados estarão qualificados às Olimpíadas de Pequim, na China, em 2008.

OTHON BASTOS

Foto de Othon Bastos  

Nome Completo : Othon José de Almeida Bastos

Signo: Gêmeos

Local: Tucano, Bahia, Brasil

Nascimento: 23/5/1933

Um dos mais presentes e marcantes atores do cinema brasileiro, foi o famoso Corisco de Deus e o diabo na terra do sol (1964), de Glauber Rocha. Nascido em Tucano no interior da Bahia, em 1933, fixou residência no Rio de Janeiro ainda jovem. Antes de se dedicar à interpretação, foi assistente de cenografia, de iluminação e de sonoplastia. Estudou teatro na Weber Douglas School, em Londres, entre 1956 e 1957. De volta ao Brasil, começou seus primeiros trabalhos para televisão na TV Tupi. Em 1962 estreou no cinema em O pagador de promessas, de Anselmo Duarte. No mesmo ano fez também Tocaia no asfalto, de Roberto Pires, e Sol sobre a lama, de Alex Viany. Em 1969 voltou a filmar com Glauber Rocha em O dragão da maldade contra o santo guerreiro. Em 1970 foi o vencedor do prêmio de melhor ator no Festival de Brasília por sua atuação em Os deuses e os mortos, de Ruy Guerra, e em 1973 levou o prêmio de melhor ator no Festival de Gramado por seu papel em São Bernardo (1971), de Leon Hirszman. Tem também uma sólida carreira na TV, onde atuou em novelas e minisséries. Trabalhou em mais de uma dezena de filmes, alternando papéis principais e secundários, entre eles: Capitu (1968), de Paulo Cezar Saraceni; Fogo morto (1976), de Marcos Farias; Ao sul do meu corpo (1981), também de Saraceni; O homem do pau-brasil (1981), de Joaquim Pedro de Andrade; Das tripas coração (1982), de Ana Carolina; Chico Rei (1985), de Walter Lima Jr.; Os sermões (1989), de Júlio Bressane; Sombras de julho (1995), de Marco Altberg; O que é isso, companheiro? (1996), de Bruno Barreto; Central do Brasil (1998) e Abril despedaçado (2001), ambos de Walter Salles; Bicho de sete cabeças (2000), de Laís Bodanzky – pelo qual recebeu o prêmio de ator coadjuvante no Grande Prêmio BR de Cinema Brasileiro; Irmãos de Fé (2004), de Moacyr Góes, e O vestido (2004), de Paulo Thiago. Seus trabalhos mais recentes são Brasília 18% (2006), de Nelson Pereira dos Santos, e Zuzu Angel (2006), de Sérgio Rezende.  Fonte: cineminha.uol.com.br
 

O JORRO

Rachel de Queiroz
Escritora e Imortal da Academia Brasileira de Letras.
(Esta crônica foi publicada na Revista O CRUZEIRO do Rio de Janeiro em 26/05/1962)

  
Os engenheiros estavam cavando um poço de petróleo, mas parece que erraram os cálculos; tem quem diga, porém, que não estavam enganados, estavam mandados. E que a sonda tinha um encanto - botado por quem, não se sabe. O fato é que, quando o buraco passou dos mil e tantos metros, a água brotou das profundezas da terra, sulfurosa, quente de escaldar, irrompendo céu acima como um "geyser". E é um "geyser". Artificial, mas "geyser". Passado o assombro daquela explosão líquida, mandaram examinar a água e viram que era medicinal. Não só pela composição química, mas pelo calor mágico, diz o povo. Sei que ali, em pleno sertão baiano, na hoje famosa bacia de Tucano, onde depois se encontrou petróleo mesmo, nasceu uma estação termal. Tudo em proporção modesta, estação d'águas para gente pobre. Nada de palaces, mas aquelas imensas hospedarias abarracadas, que se intitulam pomposamente de hotéis. Uma anuncia até cinema. Todos declaram conforto moderno, tal como o compreende a elementar indústria hoteleira do sertão. Na verdade, os quartos são simples cubículos dando todos para um corredor, como celas de convento. Ou células de prisão. Piso de tijolo, telha-vã, duas camas com colchão de capim, um pequeno guarda-roupa, uma mesa minúscula com quartinha - que é como se chama bilha ou moringa em nordestino. Do teto pende o fio com a empola da luz fraca; tudo, tão fina quanto o ar. Ao longo, o horizonte largo, a vegetação rasteira e cinzenta, árvore não se vê. Não muito longe fica Canudos, evocando a guerra e sangueira nunca esquecidas.

   Todos os hotéis anunciam os seus banheiros com água do Jorro, livres da promiscuidade do banheiro público. realmente, embora passando pelo encanamento do hotel, a água ainda chega tão quente que dá medo. E o seu cheiro de enxofre é fortíssimo. Sai-se da torneira escaldado, desinfetado, cheirando a cachorro que tomou banho com sabão de matar pulga.

   A fama do Jorro ainda não atingiu as classes ricas, mas grande é o seu renome entre pobres e remediados. Gente modesta das pequenas cidades sertanejas acorre às águas medicinais com a mesma fé das grã-finas hipocondríacas que vão a Poços de Caxambú. Vêm de caminhão, de jardineira, de ônibus, em velhos carros decrépitos. Acampam nos hotéis como qualquer outro "aquático", têm seus campeonatos de biriba e suas paradas de elegância nas horas do entardecer ou do jantar. Há mesmo as adiantadas com seus "slaks" e blusões, e entre as murmurações das senhoras à fila do banho, comentava-se um grupo de pernambucanas ostentando calças de "umbigo abaixo", versão local da "Saint-Tropez".

   E crianças. Crianças a infinidade. Uma das características da sociedade subdesenvolvida é o excesso de crianças. Parece que na Índia estão fazendo um estudo sobre a correspondência entre a dieta pobre e a faculdade reprodutora.

   Pelos arredores não se vê sinal de cultura nem de rebanhos. Riqueza, se ali existe alguma, será debaixo do chão. Por cima tudo é liso, seco e (nesta época em que grande parte da Bahia padece uma seca de dois anos) cor-de-cinza. Deve ser difícil o abastecimento de tantos hotéis. E a prova é que o jantar, ao contrário da tradição baiana, é bem parco. Um simples arroz de galinha, dois pedaços pequenos para cada hóspede, e olhe lá. Sobremesa, um pires pequeno com doce de côco. Não havia pão à mesa. Um passageiro reclamou que a comida era pouca e foi informado de que desse graças a Deus por ainda haver aquilo: o caminhão de abastecimento dera o prego em caminho, e estava faltando tudo. Fruta não vi nenhuma, nem legumes. Também não vi uma flor. Mas lá comprei uma linda bolsa de palha de ouricurí, listrada de vermelho e branco.

   À noite, a roda de calçada se forma, captando o vento seco que tem um gosto de areia. Os hóspedes palestram e um senhor, com cara de português mas sotaque nacional, discorre. Ao seu lado, enchendo a poltrona de vime, senta-se a esposa dele, imensa mulata que em jovem devera ter sido formosa, cabelo ruim mas olhos claros, e uns modos altivos de grande dama, uma compostura no sentar, uma doçura no falar - me lembrei de Manuel Bandeira ou foi Mário? -, quando falava em mulatas imperiais. Aquela era realmente uma mulata imperial. E até agora, gorda e velha, não largava os dengues, a sandália de salto no pé pequeno, as rendas da anágua entrevista no cruzar da perna, o perfume de capim-cheiroso que a envolvia como uma aura. O senhor ao seu lado via-se que, passados tantos anos, ainda se mantia cativo dela; - recebia-lhe as ordens - guardar um papel no bolso, emprestar os fósforos, chamar o neto -, com um sorriso submisso. Chama-a de bem. Mas era ao mesmo tempo um homem espiritual, e naquele momento explicava que a invenção do Jorro (dizia "invenção" no seu sentido arcaico, querendo significar descoberta, como se diz "invenção da Santa Cruz"), fora mandada por Deus para afirmar aos descrentes a existência do inferno. Deus manda as suas provas, os homens não querem enxergar. Ali estava todo mundo tomando banho na água do Jorro, bebendo-a, sarando feridas e curando entranhas enfermas; depois iam embora, como aquilo fosse coisa natural, como se a água milagrosa viesse dum encanamento comum, colhida por mãos humanas. Ninguém pensava: de onde vem o calor? Em que chama se aquecia aquela água, saída das funduras da terra? E o enxofre, de onde é que vinha o enxofre? Qual é o lugar, debaixo do chão, onde tem fogo e tem enxofre? Qual é o lugar, qual é?

   Uma senhora de Feira de Santana, muito magra e sem cor, que procura o Jorro para um mal de fígado, benzeu-se: Mas se a água vem do inferno, como é que pode fazer bem? Do inferno só vem coisa ruim.

   - E os poderes de Deus? A senhora parece que não está contando com os poderes de Deus. Deus querendo, o que queima cura, o que perde salva. O inferno se vira em jardim, o demônio em anjo. Assim a água do Jorro.

´HISTÓRIA DE TUCANO

Tucano, cujo nome tem origem bastante discutível; para uns o nome originou-se de uma aldeia de índios “tucanos”, porém contestada, uma vez que os índios tucanos, ocupavam o noroeste da Amazônia; para outros, o nome é oriundo das aves da família dos Ranfastídeos caracterizados pelo bico curvalíneo e acentuado e que abundavam nas suas matas (hoje extintas).

O município foi criado pela Lei nº. 51 de 23 de março de 1837, está situado na região nordeste do estado da Bahia, com área territorial de 2.436 Km², conta com uma população de mais de 50.000 habitantes.

Economia

Economicamente o município sobrevive da agricultura (feijão e milho), pecuária (bovinos, ovinos e caprinos), turismo, sendo seu ponto principal a Estância Hidromineral de Caldas do Jorro, cujo potencial turístico é um dos fortes atrativos o desenvolvimento da região. Outras atrações para muitos turistas que visitam Tucano é passar no Buraco do Vento, belíssimas formações rochosas, esculpida pela própria natureza. Tem ainda a Cachoeira do Inferno, formações rochosas, tipo quênio, com queda d’água, esculpida também pela própria natureza, de muita beleza. A feira de Tucano não deve ficar de fora do roteiro; ela acontece nos sábados, e como as feiras nas cidades do sertão são bem interessantes, o visitante encontra uma serie de novidades e em um rápido passeio pode perceber-se a autentica geografia humana da região.

Tucano tem ainda vocação econômica voltada para a manufatura artesanal, sendo o Povoado de Tracupá um pólo de artesões de artefatos de couro, nas confecções de carteiras, bolsas, ponchetes, cintos, roupas, bonés etc; cuja produção exporta-se para os estados de São Paulo, Paraná, Brasília, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Pará, Maranhão, Minas Gerais e Ceará. Pratica-se também o artesanato de palha, fibras, cipó, madeira, cerâmica etc.

AMIGO OU COLEGA

Amigo ou Colega?

Amigos não nascem em árvores, nem aparecem num passe de mágica. Boas amizades crescem ao longo do tempo e são resultado do investimento que fazemos em nossos relacionamentos pessoais.

Existem alguns princípios básicos que podem ajudar-nos a desenvolver boas amizades. Eis alguns deles:

1) SEJA AMIGO!
Quem deseja ter amigos, precisa se fazer um amigo. Não espere que os outros tomem a iniciativa, mas desde o princípio mostre-se amigo das outras pessoas. Para experimentar uma boa amizade é necessário arriscar-se oferecendo a sua amizade ao seu próximo. Ainda que você seja tímido, peça a Deus para dar-lhe esta disposição e lhe direcionar para aqueles que precisam de amigos.

2) IDENTIFIQUE OS SEUS AMIGOS, COLEGAS E CONHECIDOS.
a) CONHECIDOS são aqueles que convivem conosco, estudam na mesma sala, comem na mesma cantina, trabalham na mesma empresa, moram na mesma rua, etc.. A nossa conversa com eles nunca vai além de informações do tipo: "Oi! Quanto foi o jogo ontem?"
b) COLEGAS são aqueles que nos conhecem um pouco mais. O nosso relacionamento com eles é estritamente "profissional". São amigos em potencial. Eles convivem um pouco mais conosco, sabem onde moramos, mas não conhecem os nossos sonhos, dúvidas e aflições. Nenhum dos dois (você e seu colega) sente que gostaria, pelo menos no momento, de investir em um relacionamento mais profundo.
c) AMIGOS estão conosco na escola, no trabalho e na vida. Existe uma certa cumplicidade nos sonhos e nas aspirações. Partilhamos com eles o que nós somos e sentimo-nos aceitos por isso e apesar disso!

3) ACEITE QUE É IMPOSSÍVEL SER AMIGO DE TODO MUNDO.
Estudiosos do comportamento humano têm descoberto que não temos tempo nem estrutura emocional para desenvolver, simultaneamente, mais do que 8 relacionamentos significativos em nossas vida. Desenvolver amizades sinceras e profundas exige tempo e exposição gradativa do nosso interior.

4) PORÉM, PROCURE TER MAIS DO QUE UM AMIGO.
A amizade saudável não é possessiva. Você não possui seu amigo e nem ele a você. Ter apenas um amigo é limitar muito a sua percepção de vida. Formar um grupo de amigos que jogam bola juntos, fazem passeios juntos, etc., é muito saudável e pode ser a cura para amizades possessivas.

5) APROFUNDE A NOVA AMIZADE AOS POUCOS.
Ao fazer novos amigos você estará se tornando vulnerável à rejeição. Não abra todo o seu coração logo no começo. Agindo assim você dará oportunidade ao seu novo amigo de estudar e ver se ainda deseja continuar aprofundando o relacionamento. Você estará também conhecendo melhor a pessoa e descobrindo se ela é alguém em quem você pode confiar. Esta atitude permitirá que você possa desistir de investir numa amizade sem sentir que outro já sabe demais de você!

6) EVITE JULGAR PELAS APARÊNCIAS.
Lembre-se que o homem vê o que está diante dos olhos, porém Deus vê o coração das pessoas. Procure ver as pessoas como Deus as vê e você será surpreendido. Não importa "status" social, beleza, popularidade, etc. Quem procura um amigo deve começar valorizando o interior das pessoas.

Autor desconhecido.